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sábado, 21 de abril de 2012

Noite...

Noite ….
à noite em vez de dormires,
devias prestar atenção, escutar a chuva
a trovoada que ameaça romper
o ar que respiras, escutar,
o sabor da noite....
a trovoada e o ar que a envolve.
Tu devias escutar, descobrir
Para onde estão viradas as tempestades dominantes.
Toda essa tua esperança
... Ficará gravada na tua ardósia,
E num rompante que só tu consegues
E num repente a trovoada, ficará inerte aos teus pés.
Que ardam os teus altares de paixão,
E que o sol rompa deliberadamente
Fazendo com que a águia voe,
Tu só conseguirás avançar no baloiçar da corda bamba.

 
(Falta o quadro)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Com os meus poemas.......


 Com os meus poemas, dei-te voz
nas minhas mão o papel enrolava-se com o toque da pena húmida
enquanto eu na tentativa de ser poeta
abria devagar, muito devagar as parcelas do tempo
o meu pensamento febril assaltava o que me rodeava,
o mundo
e loucamente pensei que tudo fazia parte de nós
nessa ilusão de engano
de sermos donos de todo o Universo
sem deixarmos de ser uns pedintes, e nada termos
só potque a noite caia
e o sono não vinha
eu com suavidade descia pelo teu corpo
na tentativa de me encontrar
e antes que a noite caisse de todo, e a escuridão
nos envolvesse os corpos
olhava-te, nos olhos
tentando viver aquele pequeno momento
enrolado numa única vida

Alberto David
Pintura e Poemas II

(Falta o Quadro)

sábado, 14 de abril de 2012

O Beijo das Gaivotas


O Beijo das Gaivotas!

reunidas num amplo Congresso
As gaivotas fazem um grande escarcéu
Cobrem com o seu esvoaçar o azul do mar
Discutem sem parar,
... Fazem um escarcéu dos diabos com o bater das suas asas,
Uma vez por outra, trocam beijos ruidosos,

Nunca sabem de onde veio! (Meu não é decerto...)!
Talvez perdido no desejo?
De alguma gaivota jovem, cheia de amor que entendeu
Ter um Mandato de amor ou de desejo?

As gaivotas são uma ave estranha, mas com cores do amor:
Que no escarcéu das suas ases e voos rasantes, bate o seu coração
Bate a vida,
São corações que voam sem parar..

E por fim, com uma força imensa, tocam os seus bicos,
Como se de duas bocas loucas se juntassem!
Faz-me inveja, ver as gaivotas a beijarem-se......



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Simplesmente um POEMA!


Simplesmente Um Poema

Neste dia chuvoso, tudo é triste
como se amortalhado estivesse
Está doente este dia, numa monotomia dos
... dias que não acabam.

Neste dia chuvoso........
(Oh! a caneta caiu-me, borrou-me as mãos)

Neste dia chuvoso e doentio
O poema acabou no papel em que o escrevia...
Mas cá no fundo,
Muito cá dentro.mesmo cá dentro...
Persiste, continua...

Dificilmente o oiço!
Doi-me ouvir este balbuciar!
das almas que me rodeiam em silêncio!
(Falta o Quadro)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dança ao Luar




Dança ao Luar

é como deixarmo-nos levar,
esvoaçando

na suavidade do luar

... no luar crescente, sobe a nossa ilusão
com ele sobe a ilusão da felecidade


  No teu gesto
ainda que distraido
dá-me um não sei o quê

mas devem ser das plumas suaves,que
no vento da brisa amena sobrevoam
os nossos sonhos, como se fossem
pássaros sobrevoando os nossos sonhos na

  suavidade do luar crescente, as cores vibram
como se fizessem parte do nosso ser.

sábado, 24 de março de 2012

Mulher Negra


Para a mulher Negra

Que outros cantem o teu corpo
Que cantem aos ventos, que é feiticeiro
Que é sedutor,
... Que na sua volúpia,
se oiça os madrigais à tua dor.
Que cantem outros, os teus requebros
nos passos cadenciados de massemba
e da quilapanga,
No teu rosto, os teus olhos onde a noite brilha,
e o luar é doce,,
a tua boca, os teus beiços têm o sabor das frutas frescas.
Que os outros cantem aos ventos, os teus usos
Deixa que cantem,
as formas sensuais da tua raça.
Que não são mais que uma graça sensual,
sempre cheia de exotismo,
que só existe na tua raça.
Deixa que os homens e os poetas
cantem o teu corpo,

e fiquem infinidamente, a olhar
um corpo cheio de mistério e de feitiço...
Deixa que todos csntem o teu corpo
- que eu sempre cantarei o mais fundo do teu ser,
serás a minha amada,
como eu gostaria de saber cantar África.

quarta-feira, 7 de março de 2012


É PROIBIDO


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
... Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

PABLO NERUDA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A PARTIDA ....



A PARTIDA ...


Quando chegámos ao cimo do Madanelo, já a caminho da Guarda, pude ver, num derradeiro olhar, a aldeia com as casas de granito, semeadas entre as verduras dos castanheiros e dos pinheiros do vale. Estas casas de xisto e de gr...anito, – anagalhadas no vale entre os carvalhos velhos – enrugadas como os homens, são, na história escrita em cada uma das pedras, testemunhas silenciosas d...as penas daquelas gentes. Impassíveis, sofrem as inclemências do sol a queimar no estio e os frios dos ventos depois dos nevões nos prolongados Invernos. Assemelham-se algumas das gentes, que por ali se foram quedando e resistindo, aos penedos frios e velhos que também não têm sonho nem lamento. Passaram anos a ser mandados, viram nascer e morrer animais, árvores e homens. Naquele beco do mundo, onde a rotina há muito ganhou musgo, olhavam os que chegavam e os que partiam.
Senti um baque no peito e tive a real certeza de que a coisa era comigo, muito mais do que alguma vez pensara. Aqueles meses de preparação pareceram-me até divertidos. Os dias decorriam e eu era o centro das atenções. Muito tempo haveria agora de correr até que um dia eu ali pudesse voltar. Só Deus sabia se alguma vez ou nunca mais.
Mas a quantos isto aconteceu num tempo a que a memória há muito perdeu o rasto?
Quantos tiveram de partir em busca de terras distantes onde lhes fosse assegurado o futuro?
Não fui o primeiro nem o último. Só Deus sabe quantos, um dia, sentirão como eu a amargura da partida.
Durante mais de uma hora de viagem ninguém disse palavra. O nosso Tó conduzia as vacas e o carro em silêncio. Vigiavam os caminhos, os enormes pedregulhos que foram arredondados pelos séculos. Nem os eixos soavam. Contornámos a cidade e fomos directos para a estação.

in - O CAÇADOR DE BRUMAS
I Parte - Por esta vida acima

sábado, 21 de janeiro de 2012

Mulher Africana




Mulher Africana

Lindas meninas de cor negra
Com a tradicional vestimenta colorida
Com as suas tranças cobertas por lenços de encantar
Lindas, todas torneadas e pintadas de preto
São filhas desse enorme continente

Filhas de uma Nação que foi abandonada depois de roubada

África que todos os dias nos dás novos sons
Que a todos encanta e nofaz dançar
Com cores sem fim

Todas as Nações gingam ao sabor dos teus sons
Africanos pintados de preto, tornam-se belos como toda a Angola
E eu com a minha poesia, não te esqueço
E só te quero ver a gingar.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

DESAFIO

Pinturas e Poemas já não me pertence, saiu de casa.

Passou a ser pertença de quem o saiba acarinhar e criticar, mas como a vida continua, vou tentar a ousadia de criar um segundo Livro, talvez com o seguinte título:
Pinturas, Histórias e Poemas, vai ser um novo desafio que espero que não fique no papel, conto como sempre, com os verdadeiros Amigos, que ao longo do seu caminhar, irão fazer as critias e os ajustes devidos, não ouso ser Pintor nem Escritor, e muito menos romancista, este foi e será. um modo de vida que encontrei para me distrair e cultivar.
-
Todos os poemas não são só feitos de letras, que o poeta com ardor escrevinha no papel, mas o verdadeiro poema, esse está sempre nas folhas que ficarão em branco. Quando se pinta, é como se o artista escrevesse uma poesia, que se acompanha, e que se vê no horizonte da sua criação. quando se contam histórias é como se fosse reviver o passado